segunda-feira, 18 de novembro de 2013

(In)Coerência


Quando se trata da coerência, pode-se abordar vários temas. Mas o interessante nesse momento é falar sobre a coerência dos atos de uma pessoa com suas palavras.

Até que ponto a sociedade atual honra o discurso que prega?

O que mais há por aí é gente incoerente, isso é fato. Gente que prega radicalmente "valores morais", e que julga os outros por não segui-los, sendo que nem mesmo os segue. Por vezes até, nem tem plena consciência do real significado desses "valores".

Será mesmo "imoral" ter uma vida que vai de encontro aos valores, aos princípios, da atual sociedade, quando essa vida é vivida sem cinismo, sem teatro, sem cortinas de fumaça, enganações?

A questão, hoje em dia, não é "ser certo ou errado", e sim ter maturidade, e acima de tudo coragem, de assumir a responsabilidade por seus atos ou não. Viver a vida de maneira coerente com o que se prega, e não exigir do outro o que nem se é capaz de fazer. Ou não.

Seria tão mais fácil se vivêssemos nossas vidas como planetas girando em suas órbitas, sempre respeitando as dos outros corpos celestes. Mas, a partir do momento que pretende-se invadir a "órbita" alheia, deve-se tomar cuidado para não deixar abertura semelhante na própria órbita.

domingo, 27 de outubro de 2013

Frustração


Durante nossa vida, em vários momentos, mais até do que eu gostaria de admitir, temos nossas expectativas frustradas. A frustração chega de forma avassaladora, transformando nossos sonhos e desejos em pó. Quando nos damos conta, eles foram transformados em uma pilha de amargura e tristeza.

Também chamada de "ruína da esperança", essa emoção sorrateira tem o objetivo de nos fazer desistir de acreditar. Por que, nos perguntamos, esperar que tudo dê certo, quando a frustração virá e derrubará nossos anseios como uma bomba explode um edifício, transformando cada tijolo em uma massa disforme, não deixando pedra sobre pedra?

Alguns são carregados pela frustração para o fundo do poço, e lá permanecem. Outros conseguem se reerguer, amparados por novas esperanças, aparentes certezas de que tudo vai dar certo.

O que estes não sabem é que, desde quando conseguem sair do poço, ela está lá, escondida, observando, pronta para dar o bote quando menos esperarmos, e nos atirar novamente para o fundo. Lá está ela, a frustração, esperando...