A agonia de reviver
Vez após outra
O mesmo momento
Passado.
A tristeza de não poder mudar
As palavras ditas
As ações realizadas.
A fraqueza traduzida na incapacidade de seguir em frente
E ficar satisfeito com dizer e fazer diferente no futuro.
Me perco nisso que tira minha mente do meu controle, desregula minha respiração e mói minha esperança.
Minha paz foi roubada e estou paralisado porque não sei como tomá-la de volta.
Vivo congelado enquanto o relógio marca os momentos surrupiados que nunca recuperarei.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Three words
Every time I say them now
I wonder
If you're gonna take them in
Or crush them with your skepticism
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Destruindo e criando (simultaneamente)

Um sorriso.
Um olhar profundo em meio ao caos. O mundo se dissipa enquanto eu assisto.
Sinto a alma escapar-me. Existe mesmo algo como uma alma?
Eu seguro o tempo nas mãos e imploro para que ele pare de me machucar. O tempo responde
Eu não sei fazer de outro jeito.
Eu assinto e deixo que ele vá.
Horas e horas perdidas encarando o teto do meu quarto. Cada centímetro memorizado e então esquecido, pois são todos iguais e se misturam.
Dor.
Não deveria ter escrito essa palavra.
Um pássaro ajusta suas asas durante o voo.
O sol se põe.
Eu continuo aqui.
Parado olhando para o nada. O que olho efetivamente? O que é o nada? O nada é uma construção social? A sociedade deveria gastar menos tempo construindo o nada e mais explicando o que é o nada que construiu.
Uma identidade que se formou um dia e que eu luto para não perder.
Por quê?
Eu choro, mas sei que choro por mim mesmo.
Toco apenas a superfície da água com a mesma cautela que uso para lidar com meus sentimentos.
Passo a borracha no sorriso, mas ele volta.
Jogo a borracha fora.
Mas o sorriso não tenho coragem de jogar.
Ainda.
Choro, e é libertador.
Vejo a mim mesmo no copo daquilo que bebo.
Bebo a mim mesmo para entender por que preciso defender minha existência.
Evito a música triste, mas acabo me afundando nela eventualmente.
Minhas mãos, milagrosamente ainda inteiras, resgatam os pedaços de mim mesmo que o tempo tratou de dispersar, após me partir.
Não, não o tempo.
Culpamos o tempo pelo uso que as pessoas fazem dele. Mas ele é simplesmente alguém envolvido demais para questionar.
A rebeldia do tempo seria a derrocada dos homens, e juro que eu riria.
Calendários perdendo o sentido.
Eu tiro tempo para mim mesmo.
Um sorriso... Sorriso?
Que sorriso?
Sorrio para dar sentido ao pensamento.
E sigo defendendo minha injustificável existência.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Instante
Acho que é isso
Essa é a hora em que precisamos admitir
Que nosso lugar não é aqui
Que não temos lugar
Que não pertencemos
Que a partida não é mais que uma libertação
E que o adeus é apenas um rompante de amor-próprio
Essa é a hora em que precisamos admitir
Que nosso lugar não é aqui
Que não temos lugar
Que não pertencemos
Que a partida não é mais que uma libertação
E que o adeus é apenas um rompante de amor-próprio
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