A capacidade de raciocínio dos seres humanos gerou coisas magníficas, e outras nem tanto. Um exemplo de sentimento que só complica a vida da humanidade é a ansiedade. Mas como podemos definir essa sensação tão estranha é incômoda?
É uma inquietação, uma pertubação, uma praga. É calcular o futuro nos mínimos detalhes, imaginar as piores e melhores possibilidades, e ter que esperar a droga do tempo passar para descobrir qual se tornará realidade.
Ser ansioso é viver de forma irrequieta. É não se conformar com o fato de a linha do tempo ser tão linear, tão bem dividida entre o passado, o presente, e o futuro, esse último que parece uma ilusão, um oásis, um período utópico, enquanto aguardamos por sua chegada. A ansiedade é a vontade incontrolável de ser capaz de torcer a linha do tempo de forma a poder transitar facilmente por ela, e nunca mais precisar aguardar o inesperado.
A única finalidade real da ansiedade é brincar com nossa mente, transformar nossos neurônios em frangalhos, fazer-nos passar noites em claro pensando no dia seguinte. Mas como nos livramos dessa maldição? Há alguma simpatia, algum ritual obscuro a ser realizado para que possamos nos contentar em ser meros seres humanos que vivem a vida de forma linear?
Ah, quem me dera ter a resposta. Na verdade, quem me dera ter qualquer resposta a uma pergunta pertinente sobre a vida. O que me resta a fazer é esperar ansiosamente por respostas que nunca virão.
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