domingo, 20 de maio de 2018

alquimistas

à meia-noite eu peguei sua mão te disse que ia ficar tudo bem e te trouxe pro meu mundo

à uma da manhã você desenhou o mapa do seu mundo no meu corpo com seus beijos
eu me perdi e me achei em mim mesmo e em você
guiado pela respiração
de um de nós dois

às duas você me fez carinho nos cabelos, falou do brilho dos meus olhos e traçou meu sorriso com a ponta dos dedos

às três fomos rápido demais e o tempo parou pra assistir
um espetáculo de forças e mundos performado por dois corpos que seguiam a orientação do instinto

às quatro você me perguntou
como eu imaginava o fim do mundo;
eu te respondi que não fazia ideia, mas que estava pronto

às cinco eu descansei
sétimo dia da Criação
fiz do seu peito travesseiro
enquanto você me contava histórias de uma outra época que, ainda assim, pareciam estar logo ali

às seis o sol bateu naquilo que já não éramos mais nós dois
perdidos
em nós mesmos

éramos nós dois
mapeados
descobertos
um graças ao outro;
esforço mútuo que
fez crescer.

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